As exportações brasileiras de proteína animal iniciaram o ano com fôlego renovado, registrando recordes e crescimento sólido no primeiro quadrimestre de 2026. No setor avícola, o país atingiu em abril a marca histórica de 486,5 mil toneladas embarcadas, um volume 2,2% superior ao mesmo período do ano passado e o maior já registrado para o mês.
Esse desempenho impulsionou a receita mensal para US$ 940,5 milhões, consolidando um avanço de 6,1% no faturamento acumulado do ano. Enquanto a China permanece como o principal destino do frango brasileiro, mercados como México e União Europeia apresentaram saltos expressivos de demanda, compensando reacomodações pontuais no Oriente Médio decorrentes do complexo cenário geopolítico atual.
O segmento de carne suína seguiu a mesma tendência de alta, com um crescimento ainda mais acentuado. Em abril, os embarques somaram 140 mil toneladas, um aumento de 8,3% que ajudou a elevar o volume acumulado do quadrimestre para 532,2 mil toneladas - um salto de 14,2% em relação a 2025.
As Filipinas se consolidaram como o principal mercado comprador, mas o grande destaque foi o Japão, que mais do que dobrou suas importações da proteína brasileira no mês. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados reforçam a competitividade e a segurança sanitária do Brasil, garantindo perspectivas otimistas para o fluxo comercial internacional ao longo de todo o ano de 2026.
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