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Deputados da Alesc dividem plenário entre homenagens e críticas a decisões judiciais

Daniel Conzi/Agência AL A sessão ordinária da Alesc contou com homenagens aos 191 anos da PM e críticas judiciais ao retorno do uso de câmeras corporais A sessão ordinária da Alesc contou com homenagens aos 191 anos da PM e críticas judiciais ao retorno do uso de câmeras corporais

A sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), desta terça-feira (19), reuniu pronunciamentos de forte teor social e político, abrangendo desde homenagens institucionais até duras críticas a decisões judiciais e de órgãos de controle.

O deputado Junior Cardoso (PL) abriu os discursos parabenizando a Polícia Militar catarinense pelos seus 191 anos de história, destacando o compromisso dos cerca de 12 mil militares que garantem a tranquilidade das famílias e mantêm o estado como um dos mais seguros do país.

Por outro lado, a segurança pública também foi tema de divergência quando o deputado Sargento Lima (PL) criticou a determinação judicial para a retomada do uso de câmeras corporais pela PM. O parlamentar, que lembrou o encerramento do programa pelo governo estadual em 2024, argumentou que os equipamentos geram custos excessivos de manutenção e armazenamento de imagens que poderiam ser aplicados em outras áreas, além de afirmar que a maioria da população desaprova a medida.

A proteção a crianças e adolescentes centralizou as manifestações de diversos deputados. Ana Campagnolo (PL) cobrou celeridade na votação de seus projetos voltados ao veto de conteúdos sexualizados e de ideologia de gênero nas escolas, mencionando que acionou a bancada federal para estender nacionalmente as diretrizes da lei catarinense "Minha Família, Minhas Regras".

A deputada também criticou a omissão de ONGs de direitos humanos em casos de crimes sexuais envolvendo suspeitos da comunidade LGBT . Sobre o tema da violência infantil, motivado pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual, celebrado em 18 de maio, o deputado Sargento Lima lamentou a necessidade de se manter uma data para relembrar tais atrocidades.

Em outra frente, o deputado Mário Motta (PSD) expressou profunda indignação e solidariedade à família de Miguel Mesch, um menino de 8 anos atropelado e morto por um motorista embriagado em Jaraguá do Sul. Motta classificou o episódio como um crime previsível, cobrou maior rigor na fiscalização e protocolou um pedido de informações ao Governo do Estado sobre as ações de combate à embriaguez ao volante.

A área da saúde e o desenvolvimento regional também ganharam espaço no plenário. O deputado Dr. Vicente Caropreso (União) celebrou os três anos de funcionamento do serviço de cardiologia do SUS no Hospital São José, em Jaraguá do Sul, relatando que mais de 4 mil procedimentos complexos foram realizados desde 2023, poupando pacientes de deslocamentos superiores a 100 quilômetros em momentos de emergência.

Na infraestrutura, o deputado Jerry Comper (MDB) apresentou um balanço das obras do Programa Estrada Boa no Sul do estado, que somam R$ 1,13 bilhão em investimentos para restauração e conservação de rodovias. A condução de programas institucionais, contudo, gerou atritos; o deputado Jessé Lopes (PL) criticou o Ministério Público por investigar a PM devido à exclusão de casais homoafetivos masculinos do Programa Rede Catarina, focado no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica.

A sessão foi encerrada com homenagens dos deputados Padre Pedro Baldissera (PT), ao jovem atleta de taekwondo Miguel Vargas dos Santos, e Marcius Machado (PL), que entregou uma moção de aplauso pelos 60 anos da empresa Transportes e Turismo Manfredi, de Lages.


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