O deputado Mário Motta (PSD) levou novamente à tribuna da Alesc o caso da morte do cão Orelha, ocorrido no início deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. O caso, inicialmente tratado como maus-tratos, acabou arquivado pelo Ministério Público, mas o parlamentar defende que fatos relevantes continuam sem o devido esclarecimento.
Para demonstrar a repercussão do ocorrido, Motta exibiu uma carta enviada por uma moradora do Arizona, nos Estados Unidos, que pedia a continuidade das investigações. Ele ressaltou que o objetivo não é questionar a competência das instituições, mas cumprir o dever do Parlamento de fiscalizar e garantir transparência à sociedade.
Durante o pronunciamento, o deputado Tiago Zilli (MDB) anunciou que assinará o requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema. Com o apoio de Zilli, o pedido alcançou as 14 assinaturas necessárias para avançar no Legislativo. O emedebista justificou sua mudança de postura afirmando que é obrigação dos deputados defender os anseios sociais, garantindo que a iniciativa não se trata de uma "caça às bruxas".
Na sequência do expediente, o deputado Maurício Peixer (PL) destacou o trabalho voluntário do grupo "Desbravus", ligado à Igreja Puríssimo Coração de Jesus, em São Bento do Sul. A iniciativa, que começou em agosto de 2025 sob a liderança do padre Luciano Toller para cultivar um bosque, transformou-se em uma associação que já arrecadou mais de R$ 1 milhão para ações sociais, atraindo o apoio de fiéis, empresários e profissionais liberais.
Peixer também utilizou a tribuna para defender o reconhecimento de São João Batista como o berço da colonização italiana no Brasil. Ele relatou que seus próprios antepassados chegaram de Gênova a Florianópolis em 1836, fundando a Colônia Nova Itália quase quatro décadas antes da imigração registrada no Espírito Santo, em 1874.
O parlamentar apresentou uma moção de apoio a um projeto de lei federal que oficializa esse pioneirismo histórico catarinense, recebendo a solidariedade de Mário Motta, que considerou a dúvida histórica incompreensível diante da grande diferença de datas.
Por fim, o deputado Alex Brasil (PL) retomou os protestos contra o governo federal devido à proibição da pesca da tainha em Santa Catarina. O parlamentar exibiu vídeos que mostravam a ministra da Cultura, Margareth Menezes, no Campeche, e promessas antigas do presidente Lula sobre a revogação de restrições do Ministério da Pesca.
Brasil criticou o momento da proibição e sugeriu que o governo federal age por motivações políticas contra o estado, afirmando que a medida impede o trabalhador de garantir o próprio sustento. O discurso recebeu o apoio de Maurício Peixer, que se mostrou surpreso com o veto em um ano de safra abundante, e do deputado Lunelli (MDB), que sugeriu que o governo federal compre os estoques de peixe para compensar os prejuízos dos pescadores.
Volnei Weber (MDB) também participou do debate, lembrando que a licença dura apenas 60 dias e que a abundância atual deveria ser aproveitada, visto que há anos em que a pesca é escassa, enquanto Alex Brasil encerrou cobrando uma postura justa de Brasília com o setor pesqueiro catarinense.
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