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Cesta básica sobe 4,9% e exige 43% do salário mínimo em Chapecó

Freepik/Magnific O custo do cesto básico em Chapecó subiu 0,69% em junho de 2026, atingindo o valor de R$ 2.778,98 O custo do cesto básico em Chapecó subiu 0,69% em junho de 2026, atingindo o valor de R$ 2.778,98

O custo do cesto básico em Chapecó voltou a subir em junho de 2026. O levantamento realizado pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e pelo Observatório Pollen identificou aumento de 0,69% em relação ao mês anterior, elevando o valor do conjunto de produtos e serviços para R$2.778,98. Com isso, os consumidores passaram a necessitar de 1,714 salários mínimos para adquirir os mesmos itens, evidenciando uma redução do poder de compra.

A pesquisa, realizada em dez estabelecimentos comerciais do município, considera o consumo de famílias com renda entre um e cinco salários mínimos e monitora mensalmente 57 produtos de supermercado e três serviços tarifados.

Em comparação com maio, o custo do cesto aumentou R$19,09. Já na comparação com junho de 2025, a elevação foi de R$119,73, o equivalente a 4,5%.

Entre os itens com maiores altas de preço, destacam-se o tomate, que registrou aumento de 34,85%, a batata-doce (35,89%), o alho (38,83%) e o feijão preto (11,71%). Segundo o boletim, fatores como a transição entre safras, condições climáticas e redução da oferta contribuíram para a elevação dos preços desses produtos. Em contrapartida, a laranja apresentou queda de 14,73%, enquanto ovos e cenoura também registraram redução nos preços.

Os produtos alimentares tiveram alta de 0,58%, enquanto os itens de higiene e limpeza subiram 0,72%. O grupo dos serviços tarifados, composto por água, energia elétrica e gás de cozinha, registrou aumento de 1,17%, impulsionado principalmente pelo reajuste na conta de energia elétrica, decorrente da mudança da bandeira tarifária.

O estudo também apontou crescimento de 4,9% no custo da cesta básica, formada por 13 produtos essenciais. O valor passou de R$668,57 em maio para R$701,13 em junho, exigindo agora 43,25% de um salário mínimo para a compra dos itens. O tomate foi o principal responsável pela alta, enquanto arroz e feijão, alimentos centrais na mesa dos brasileiros, também apresentaram aumento de preços.

Desenvolvida pela Unochapecó em parceria com o Observatório Pollen, a pesquisa acompanha mensalmente o comportamento dos preços e fornece indicadores sobre o custo de vida das famílias chapecoenses.


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