A Espanha consolidou sua hegemonia no futebol mundial ao conquistar o bicampeonato da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19), em uma decisão dramática contra a Argentina, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Após um empate sem gols que persistiu durante todo o tempo regulamentar, o confronto foi decidido apenas no segundo tempo da prorrogação, quando Ferran Torres aproveitou uma oportunidade de ouro para finalizar de primeira, com o pé esquerdo, e balançar as redes, garantindo o triunfo por 1 a 0 para a equipe comandada por Luis de la Fuente.
A partida foi marcada por grande intensidade e polêmica. Embora a Espanha tenha chegado a celebrar outros dois gols ao longo do duelo, ambos foram anulados pela arbitragem — um por impedimento e outro devido a uma falta na origem da jogada. O clima esquentou na reta final, culminando na expulsão de Enzo Fernández, da Argentina, aos 48 minutos do segundo tempo. Após o apito final, os ânimos não se acalmaram e Leandro Paredes também recebeu o cartão vermelho por seu envolvimento em uma confusão generalizada.
Com esta vitória, a Espanha iguala as marcas de França e Uruguai, alcançando seu segundo título mundial, repetindo o feito histórico de 2010, quando também se sagrou campeã na prorrogação, na ocasião contra a Holanda. A campanha espanhola no Mundial de 2026 foi irretocável: a equipe terminou invicta, com apenas um empate — 0 a 0 contra Cabo Verde na fase de grupos — e teve uma defesa sólida, sofrendo apenas um gol em toda a competição, durante a vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica.
O cenário do futebol internacional também viu uma disputa emocionante pelo terceiro lugar no sábado (18), em Miami, onde a Inglaterra superou a França por 6 a 4, garantindo a medalha de bronze e registrando sua melhor campanha em Copas desde o título de 1966.
Além do prestígio esportivo, a edição de 2026, que contou com 48 seleções e 104 partidas, entrou para a história por distribuir a maior premiação financeira já oferecida pela Fifa. Como campeã, a Espanha embolsou US$ 51,5 milhões (aproximadamente R$ 263,5 milhões), enquanto a vice-campeã Argentina recebeu US$ 34,5 milhões (cerca de R$ 176,5 milhões). A França, terceira colocada, faturou US$ 30,5 milhões, e a Inglaterra, na quarta posição, recebeu US$ 28,5 milhões.
A estrutura de premiação seguiu uma escala baseada no desempenho das seleções: as eliminadas nas quartas de final ficaram com US$ 20,5 milhões cada, enquanto os times que se despediram nas oitavas de final, grupo que incluiu o Brasil, garantiram US$ 16,5 milhões (cerca de R$ 84 milhões). A Seleção Brasileira, eliminada pela Noruega nesta fase, encerrou sua participação com uma cota significativa entre as equipes que não chegaram às quartas. Por fim, as seleções eliminadas nos 16 avos de final levaram US$ 12,5 milhões, enquanto aquelas que caíram ainda na fase de grupos receberam US$ 10,5 milhões.







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