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Criciúma firma parceria internacional em congresso sobre igualdade racial

Prefeitura de Criciúma Criciúma participou do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros (Copene), em Brasília Criciúma participou do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros (Copene), em Brasília

Criciúma foi representada no 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros (Copene), realizado na Universidade de Brasília (UnB) entre os dias 28 e 31 de julho, no Distrito Federal. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos, educadores, movimentos sociais e lideranças nacionais e internacionais para discutir os avanços e os desafios na promoção da equidade racial no Brasil. A comitiva criciumense também foi recebida na Embaixada da República de Angola no Brasil pelo ministro-conselheiro José Carlos Tadeu.

O município foi representado pela coordenadora da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial de Criciúma (COPIRC) e presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIRC), Munique do Nascimento, e pela coordenadora do Programa Municipal de Educação para a Diversidade Étnico-Racial (PMEDER), Andreza Aparecida Fidelis.

A visita consolidou uma parceria entre Criciúma e o Memorial Dr. António Agostinho Neto, de Luanda, na Angola, fortalecendo ações do projeto Intercâmbio de Saberes, que proporcionará aos estudantes da rede municipal de ensino o contato com a história, a literatura e o legado de uma das principais figuras angolanas.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego, a participação do município no congresso representa um avanço na construção de políticas públicas voltadas à educação e à igualdade racial. “Criciúma tem investido na valorização da diversidade e em ações cada vez mais inclusivas. Essa parceria internacional amplia o acesso ao conhecimento, fortalece a formação dos nossos estudantes e reafirma o compromisso do município com a equidade e os direitos humanos”, ressaltou.

A coordenadora da COPIRC destacou que a agenda em Brasília possibilitou a troca de experiências e a construção de novas parcerias. “O Copene é um dos principais espaços de debate sobre a promoção da igualdade racial no país. Participar desse momento e estabelecer esse diálogo com instituições angolanas amplia as possibilidades de cooperação para as nossas políticas públicas”, afirmou Munique.

Já para a coordenadora do PMEDER, o intercâmbio de saberes possibilitará que os professores e estudantes ampliem seus conhecimentos sobre a história, a literatura e o legado de António Agostinho Neto, estabelecendo um diálogo entre as experiências educativas do Brasil e de Angola.

“Por meio do Projeto Aquilombar Pedagógico, construiremos práticas pedagógicas interdisciplinares que valorizem as contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros, fortalecendo a Educação para as Relações Étnico-Raciais de forma contínua, integrada ao currículo e comprometida com a formação cidadã”, destacou Andreza.

PLANTIO DO PRIMEIRO BAOBÁ EM BRASÍLIA

Durante a programação do 14° Copene, na Universidade de Brasília, as representantes de Criciúma participaram do plantio do primeiro Baobá em solo brasiliense. A ação foi conduzida pelo escritor e ativista J. Santos, coordenador do Projeto Baobá, iniciativa que promove o cultivo da árvore nativa africana em diferentes cidades brasileiras como símbolo de memória, ancestralidade, resistência, sabedoria, pertencimento e continuidade da vida. O ato também contou com a presença do professor Henrique Cunha Júnior e do antropólogo Kabengele Munanga.

Reconhecido internacionalmente, Munanga é um dos principais estudiosos das relações étnico-raciais e da temática antirracista, com uma trajetória que influenciou gerações de pesquisadores no Brasil e no exterior. Já Cunha Júnior é fundador do Copene e uma das maiores referências na produção de conhecimento sobre a história e a cultura afro-brasileira.

PLANTIO DE BAOBÁ EM CRICIÚMA

Como um dos primeiros resultados da parceria, Criciúma receberá, no mês de novembro, o escritor e ativista J. Santos para a cerimônia de Plantio do Baobá. A ação homenageará o legado de António Agostinho Neto e simbolizará o fortalecimento dos laços entre Criciúma e Luanda, reunindo estudantes, professores, gestores e representantes institucionais em um momento de valorização da memória, da ancestralidade e da educação antirracista.


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