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ESPECIAL SEMANA DOS IMIGRANTES

Canadense que mora em Xaxim explica as diferenças entre o Brasil e o Canadá

A canadense Rachelle Tonello está no Brasil há mais de 10 anos e atualmente mora em Xaxim (Foto: Arquivo Pessoal) A canadense Rachelle Tonello está no Brasil há mais de 10 anos e atualmente mora em Xaxim (Foto: Arquivo Pessoal)

Por Vitória Schettini


Com uma população de 27 mil habitantes, segundo dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Xaxim é composta por cidadãos descendentes de imigrantes italianos e alemães. Assim como a maioria das cidades dos três Estados do Sul do País, Xaxim recebeu imigrantes, sobretudo italianos, e alemães nas primeiras décadas do século XX. Passados mais de noventa anos, o município ainda recebe imigrantes que procuram melhores condições de vida, desejam conhecer o Brasil por curiosidade ou simplesmente por gostarem daqui. Nessa perspectiva, o LÊ NOTÍCIAS, para lembrar o Dia do Imigrante, celebrado no dia 23 de junho, entrevistou a canadense Rachelle Marie de Araujo Tonello, o haitiano Thony Eliazard, o senegalês Gora Mbaye e o argentino Julio Blas, que compartilham histórias e experiências antes e depois que chegaram em território brasileiro.


Com um Índice de Desenvolvimento Humano de 0,920, de acordo com dados de 2015 das Nações Unidas, o Canadá é um dos países mais desenvolvidos do mundo, conhecido pelas suas fantásticas belezas naturais e alta qualidade de vida. Mesmo nascendo em um país que é exemplo para o mundo, a canadense Rachelle Marie de Araujo Tonello decidiu vir morar no Brasil há mais de 10 anos e em entrevista ao LÊ NOTÍCIAS, a imigrante conta como foi período de adaptação desde que chegou em território brasileiro.

Rachelle nasceu em Belleville, cidade que fica localizada na província canadense de Ontário. No início, ela estudou em uma escola pública, onde os professores lecionavam em francês e durante o ensino médio, estudou em outra escola, em uma cidade vizinha, na qual os educadores ensinavam em inglês. “Eu tinha atividades de manhã e de tarde, das 8h30 às 15h30. Na escola, participávamos de esportes e clubes escolares, corrida, acampamento e trilha no bosque, natação e ao todo, eram cinco anos de segundo grau, 9º ao 13º ano”, relembra.

Com toda a família morando atualmente no Canadá, Rachelle tem um irmão e conta que seus pais vêm ao Brasil visitá-la seguidamente. “Eles sempre vêm para cá e acham o Brasil muito bonito também. No Canadá, eu aprendi a tocar piano, terminando o curso de Royal Conservatory, fiz aula de flauta transversal e canto em corais de música. Já no ensino superior, eu fiz faculdade em Ottawa, em Estudos Pastorais e consegui várias bolsas de estudo para ajudar nos custos”, revela ela.

NO BRASIL

Conforme Rachelle, após terminar a faculdade, ela teve muita participação na Pastoral da Juventude e aproveitou para vir ao Brasil, em 2006. Em seguida, fez trabalhos sociais em Alagoinhas (BA), ficando lá por quatro semanas. “Depois de finalizar o ensino superior, eu planejava ficar 6 meses aqui no Brasil, a fim de aprender o português, mas sem planos para aonde ir. Então, tive a oportunidade conhecer o Rio de Janeiro com uma amiga e posteriormente, segui a rota pelo Sul, ajudando na preparação da Jornada da Confiança, na Diocese de Chapecó”, conta a canadense.

Ela permaneceu quatro meses na região de Chapecó, passando nas paróquias e divulgando o evento, e dessa maneira, conheceu seu marido, Evandro Tonello, em Abelardo Luz. Naquela época, ela voltou ao Canadá, mas continuou conversando com Evandro, retornando ao Brasil em 2007 e casando com ele no mesmo ano, na Igreja Matriz. Além dos convidados e parentes de Rachelle, ela enfatiza que seus avós compareceram, mesmo com quase 90 anos de idade.

Rachelle é mãe de quatro filhos, Nicole de 9 anos, Julia de 7, Alexandre de 5 e William, que ainda é bebê. “Eu gosto muito do Brasil e nos primeiros anos por aqui, por não falar bem o português, eu trabalhava como professora de inglês e francês, principalmente em Xanxerê. Atualmente, atuo como professora de música, incluindo piano, partitura e canto”, complementa.

DIFERENÇAS CULTURAIS

A canadense salienta que a principal diferença entre os dois países são os idiomas. “Para mim, no início foi muito difícil se comunicar, mas aos poucos tive que me virar e aprender. Eu não fiz curso de idioma antes de vir, mas procurei decorar verbos, tirar dúvidas com colegas e família, ler e assistir muito em português, para aprender”, relembra.

Ela relata que no Canadá, as casas são preparadas para o frio, com sistemas de calefação e isolamento térmico, ao contrário do Brasil, em que é muito frio durante o inverno e não há essa preparação. “Foi algo me chamou a atenção, mas durante todos esses anos por aqui, é algo que já me acostumei. Eu considero a comida daqui muito saborosa e em relação aos costumes, estranhei quando as pessoas chegavam muito atrasadas nos compromissos, faziam visitas sem avisar, jantavam muito tarde, bailes, danças tradicionais, a falta de aula de natação nas escolas, medo de água e a falta de educação nas estradas”, finaliza Rachelle.


Confira também as notícias anteriores desta série de reportagens, com o argentino Julio Blas e o senegalês Gora Mbaye:

Argentina:

Argentino mora no Brasil há 15 anos e conta história desde que chegou em território brasileiro

Senegal:

Senegalês conta sobre as dificuldades enfrentadas antes e após vir ao Brasil



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