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Vieses e consensos | Lula, Bolsonaro e Moro: todos contra todos?

Por: Ralf Zimmer Junior
11/11/2021 09:47
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Divulgação

A história recente do Brasil é de um surrealismo que suplanta quaisquer noções do que seria-sem-noção.

Moro de herói ao combate à corrupção foi desconstruído (parcialmente ao menos) aos poucos pela vaza-jato, pela classe política e pelos excessos mesmos que houve na operação. Imaginar também uma operação dessa magnitude batendo no andar de cima com pudor acadêmico é acreditar em ursinhos carinhosos no Brasil. Seria muita inocência né parceiro?

Contudo, o debate filosófico, sociológico e jurídico vai longe sobre a operação Lava Jato e seus desdobramentos.

Simplifiquemos os fatos sem sermos rasos.

A Lava Jato impactou na economia e na política e como efeito rebote jogou luzes em Bolsonaro, que chegou à presidência, convidou Moro (pelos petistas, um agente secreto da CIA para destruir o Brasil, para os bolsonaristas, o mais novo comunista...), que por sua vez se demitiu acusando Bolsonaro de querer intervir indevidamente na Polícia Federal, quiçá para proteção da própria prole.

Arthur Lira, presidente da Câmara, dos Progressistas (ninho bolsonarista e de escroques envolvidos no Petrolão do PT/PP) foi coerente com a história da sigla em nível nacional quando Lula teve seus processos anulados no STF ao dizer que o ex-presidente petista era perdoável, e Moro não.

No País das Capitanias Hereditárias, dos golpes, do mensalão e do orçamento secreto, evidente que os ratos quando veem o queijo ameaçado se reúnem para culpar e pôr a ratoeira na cadeia.

Agora, se Moro vai entrar para história como o golpista contra o petismo, os direitos fundamentais e o traidor do bolsonarismo (tudo que os dois polos pregam e desejam – e seus blogueiros e bocas alugadas da mídia replicam -, e quiçá lá com suas razões...) é muito cedo para falar, pois, quem sabe a população enxergue nele alguém sem mensaleiro dependurado ou sem filho envolvido em rachadinha e decida votar no ex-juiz...

Claro, tudo vai depender do alinhamento da Faria Lima (mercado financeiro) com os coronéis do Nordeste, com essas duas forças alinhadas até Cabo Daciolo se elege, e sem as duas nem Getúlio Vargas ressuscitado chegaria ao Planalto. Não nos esqueçamos da Record, dos bispos, e dos votos em massa dos fiéis pentecostais, outra variável que de peso no cenário macro.

Aguardemos as novas cenas da Avenida Brasil, sem desprezar força alguma, e com ouvidos e olhos abertos às promessas, aos históricos e as circunstâncias que foram e que virão. Todo cuidado é pouco nesse Paraíso Tropical em que a maracutaia virou mais mata nativa que à Mata Atlântica, e como diria ChurchilI, neste mundo Hobbsianno de todos contra todos, que façamos a arte da política: as escolhas menos pior!


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