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Vieses e consensos | A importância das oposições para tudo!

Por: Ralf Zimmer Junior
23/11/2021 13:46
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É lugar comum dizer que o respeito às oposições é essencial à democracia. Contudo, vamos além, a história tem dado mostras que as oposições melhoram, inclusive, o processo decisório levado a efeito por àqueles que estejam no comando, quando o são minimamente sábios.

Na novel história da Defensoria Pública, recordo-me de uma reunião em um verão de 2014 em que colegas se opuseram ao então defensor-público-geral, Ivan César Ranzolin, que pacientemente tomou notas das reivindicações, que giravam no eixo de busca de ampliação da Instituição, melhorias vencimentais e em busca de planejamento estratégico.

Experimentado na política, com uma carreira irrepreensível, e com sensibilidade ímpar, sob o lema “sou o sândalo que perfuma o machado que me agride”, Dr. Ivan deu aula, pôs as cartas na mesa, é ampliação ou aumento de salário a prioridade? Venceu a ampliação, e ele providenciou Projeto de lei que criou mais 60 (sessenta) cargos à Instituição e contratou, na forma da lei, o Sebrae para fazer o planejamento estratégico da Defensoria.

Recentemente, o governador Moisés demorou um pouco para entender que não havia sido alçado à Rei, mas que precisava compor com o Casa do Povo (Alesc) para governar, e após dois processos de impeachment, passou a enxergar de forma menos pior “o todo”, e tem realizado, embora de forma claudicante, alguns avanços pequenos sim dignos de nota.

No âmbito nacional, a circense CPI ao menos foi de grande valia a incentivar o atual ministro da Saúde a investir na busca da lógica: investimento massivo na vacinação.

Somente os arrogantes, prepotentes e néscios não possuem a habilidade mínima de ouvir as oposições e desarmá-las entregando o que devem entregar à população. Mister, contudo, desarmar-se antes, e entender que o poder é tão efêmero como a juventude, o belo fica velho, ultrapassado, e o galã de hoje é o tiozão de amanhã, com saúde se tiver humildade mínima, ou ressentido e depressivo se não entender o ciclo da vida, e do poder.

O que já foi não é, do jeito que já foi outro dia, tudo passa, tudo sempre passará...já dizia o sábio Tim Maia.

“Decifra-me ou te devoro” da mitologia tem mais devorado que sido decifrado porque a “mosca azul” costuma inocular doses capazes de cegar pelo poder os incautos, que não raro cavalgam rumo ao precipício por apego ao ego que a mamãe ou a vovó não ensinou a controlar na primeira infância (Freud quiçá explica muito...).

Viva as oposições, e por mais que falássemos a língua dos homens e dos anjos e de todes, sem ela nada seríamos. Os entendedores entenderão, os embriagados

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