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Vieses e consensos | Império da Cloroquina 3 x 7 Acadêmicos da vacina?

Por: Ralf Zimmer Junior
09/01/2022 20:57
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Divulgação

Num avião em queda em que as opções ficam entre a morte bem provável e a possibilidade de se salvar abraçando a mochila com paraquedas e se jogar, não há tempo hábil para perquirir quem o dobrou.

Na luta pela vida vale tudo! Até mesmo matar, eis que é excludente de ilicitude penal agir desta maneira (inclusive tomando uma boia em alto mar de outra pessoa, causando sua morte!).

O dito “tratamento precoce” por meio de receitas off label vinham com o termo de exoneração de responsabilidade total do médico que as receitavam (fato que, inclusive, o subscritor vivenciou ao contrair a Covid-19 antes das vacinas estarem disponibilizadas!), em período que as mortes no País por coronavírus estavam na casa de 2 mil a 4 mil por dia!

Não é novidade que os contratos das vacinas tenham cláusulas que busquem proteger essas empresas, o que também é em toda a indústria de qualquer modalidade, bem como não é menos consabido que na jurisprudência tais cláusulas podem ser anuladas pelo Poder Judiciário, eis que leoninas, em eventual discussão de responsabilização dos fornecedores no mercado de consumo.

Menos novidade, ainda, é que “com tratamento precoce e orações fervorosas” estávamos perdendo cerca de 4 mil vidas por dia, até que a vacinação massiva fez com que reduzisse esse número para menos de 200 por dia. Seria a combinação oração e vacina melhor que com cloroquina? Os números dizem que sim!

Vamos para política então?

Trump, o astro da direita mundial, antes de sair de seu governo comprou milhões de doses de vacinas para os norte-americanos e tentou comprar toda a primeira leva da produção mundial, o que não conseguiu em virtude de intervenção da OMS. Sem dizer que é fato público e notório que o topetudo já se vacinou mais de uma vez.

Conservadorismo?

OK. Israel, com governo conservador, foi dos primeiros países a vacinar massivamente sua população e em exigir o passaporte da vacina em locais públicos.

Ah, mas isso é coisa do “globalismo mundial comunista”?

E se for? Vamos morrer por ideologias? Invadir a China de 1,4 bilhão de habitantes com nosso exército que não se atreveu nem a fechar as totalmente nossas fronteiras com a Venezuela? Boa sorte recruta!

Eu não, topo cloroquina, ivermectina e vacina também!

Afinal, vale tudo pela vida!

Mas, vamos um pouquinho além, por que quem não se vacinou atrapalha a vida de quem se vacinou?

Pelo simples motivo que, conforme estatísticas (não vão me dizer que os números arábicos são comunistas?), os não vacinados estão lotando leitos mundo afora para serem atendidos, o que põe na parede do colapso o sistema de saúde, de modo que se alguém que se vacinou e venha precisar um leito para tratar um câncer ou uma fratura não o encontra no sistema, pois, abarrotado pelos que não se vacinaram.

Tem que desenhar?

Sim, as medidas restritivas devem ser debatidas, mas daí a pregar liberdade total é distorcer o conceito de liberdade em qualquer sociedade livremente organizada em qualquer época da história da humanidade, onde não há lugar para absolutos.

Nosso corpo nossas regras?

Até a página dois, experimente, sair pelado por aí sem fazer mal a ninguém vê se não irás ser recolhido ao cárcere para se vestir...

Não sejamos tão “extremistas”, tente entrar de bermuda num Fórum, vai dar ruim, adianto.

Portanto, limitações proporcionais e pontuais em prol da coletividade sempre foram normais em toda sociedade desde que mundo é mundo.

Sim, vacinas, máscaras e passaporte vacinal não estão diminuindo contágio, mas já diminuíram milhares de mortes, bom começo ao menos nessas circunstâncias.

E para terminar, Barra Torres está certo, se o presidente tiver indícios mínimos de prova de eventual bandalheira na Anvisa que mostre a todos, sob pena de crime de prevaricação, se não tiver que se retrate, eis que direito de expressão não acoberta levantar suspeitas infundadas contra quem quer que seja, máxime contra uma Instituição inteira sem “dar nome aos bois” (e não adianta mugir!).

Discordas? Que bom, a amizade e o sistema jurídico continuam as mesmas, e se conseguires entrar em algum País ocidental e de direita no mundo sem passaporte vacinal, conta aqui como foi para nós.


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